Contrariamente ao que muitos pensam, o Espiritismo não nega o purgatório; antes, pelo contrário, demonstra sua necessidade e justiça, e vai mesmo além: ele o define.

O purgatório seria o próprio planeta, onde expiamos os erros do passado e nos depuramos, graças às existências sucessivas que o Criador nos concede.
Quanto ao inferno, ensina o Espiritismo que ele não tem existência real.
O inferno não é um lugar, mas, sim, um estado de espírito, expressão utilizada há algum tempo pelo próprio papa João Paulo II.
Com efeito, o inferno foi descrito como uma imensa fornalha, mas será assim também compreendido pela alta teologia?
Evidentemente que não.
Ela diz muito bem que isto é uma simples figura, que o fogo que ali se consome é um fogo moral, símbolo das dores mais intensas e cruciantes.
Podemos dizer o mesmo com relação à eternidade das penas.
Se fosse possível pôr-se a votos tal questão, para se conhecer a opinião íntima de todos os homens que raciocinam e se acham no caso de compreendê-la, mesmo entre os mais religiosos, ver-se-ia para que lado pende a maioria, porque a ideia de uma eternidade de suplícios é a negação da infinita misericórdia de Deus e não tem suporte nos ensinamentos do Cristo.
Ensina a Doutrina Espírita a tal respeito:
A duração do castigo é subordinada ao melhoramento do Espírito culpado.
Nenhuma condenação por tempo determinado é pronunciada contra ele.
O que Deus exige, para pôr um fim aos sofrimentos, é o arrependimento, a expiação e a reparação; em uma palavra, um melhoramento sério e efetivo, uma volta sincera ao bem.
O Espírito é, assim, o árbitro de sua própria sorte; sua pertinácia no mal prolonga-lhe os sofrimentos; seus esforços para fazer o bem os minoram ou abreviam.
(Revista O Consolador – Edição 5 – 16/5/2007
Grande beijo no coração
Bell-Taróloga