As inumeráveis reencarnações terrestres que acontecem durante os milhares de séculos representam escasso tempo para reeducar Inteligências pervertidas no crime.

Deus, em sua suprema sabedoria e imparcialidade, bondade e misericórdia, criou-nos a todos iguais, simples e ignorantes, dotando-nos do livre-arbítrio.
Vamos construindo as diferenças pelo bom ou mau uso que fazemos desse livre-arbítrio.
Os Espíritos que perseverarem na sua transformação moral, mais cedo atingirão o alvo da perfeição a que foram destinados.
Os “anjos” e “demônios” são, respectivamente, os Espíritos superiores e inferiores, isto é, criaturas em estágios evolutivos diferentes, estes últimos também a caminho da perfeição Os bons se tornando cada vez melhores e os maus se regenerando.
Assim é que, também, devemos encarar os nossos semelhantes encarnados, irmãos de jornada evolutiva.
Deus, em sua majestosa perfeição e vontade, não deseja que nenhum de seus filhos se perca.
Sendo o Bem o fim supremo da Natureza, quem não aderir a Ele por amor votará impulsionado pelo aguilhão da dor, do tédio, da angústia, por estar em desacordo com as Leis Divinas.
Se o destino do ser humano estivesse inapelavelmente selado após a morte, todos estaríamos perdidos, visto termos sido muito mais maus do que bons e quase ninguém, no estágio atual de nossa evolução, mereceria um futuro espiritual melhor.
Uma vida, por mais longa que seja não é suficiente para nos esclarecer a respeito dos planos de Deus.
Muitos não têm sequer como garantir a própria sobrevivência e muitos, menos ainda oportunidade de uma boa educação.
Muitos não foram orientados para o bem.
Outros desencarnam cedo demais, antes mesmo de se esclarecerem sobre o melhor caminho a seguir.
Como Deus, sendo o Supremo Poder, conhecedor inclusive do nosso futuro, criaria um filho sabendo que ele iria para um “inferno” para toda a eternidade?
Que Deus seria esse?
Onde estaria sua bondade e misericórdia?
Portando, ninguém está perdido.
Cada qual tem a sua oportunidade que merece.
Se um pai humano que é imperfeito e mau, não é capaz de condenar eternamente um filho, por pior que seja, quanto mais Deus, que é pai misericordioso e Perfeito.
(Retirado do livro: Espiritualismo passo a passo com Kardec – Christiano Torchi)
Grande beijo no coração
Bell-Taróloga