
“Tente reaver as boas memórias.
Se prestar atenção, notará que tantos benefícios galardeiam-lhe as veredas existenciais, no sentido da saúde, das oportunidades de trabalho e utilidade ao bem comum, que facilmente concluirá: só o ego, com suas fantasias de grandeza e apego ao transitório (ao que já está morto, embora não pareça), favorece-lhe as ideias e os sentimentos de infelicidade, angústia, medo e escassez.
Tudo é relativo ao ponto de vista. Pode alguém se sentir pobre ou abastado, ignorante ou sábio, afortunado ou desgraçado, de acordo com o ângulo de observação escolhido.
Por que, então, não optar pelo melhor?
É evidente que, com semelhantes assertivas, jamais estaríamos chancelando ou incentivando posturas acomodatícias e negligentes.
Cada criatura deve labutar, com empenho responsável, pela melhoria das suas e das condições de vida de seus semelhantes. No entanto, nessa cultura de reclamação, incontentabilidade, inveja e miséria, tanto material quanto moral, indispensável realcemos esta perspectiva do padrão de percepção e avaliação que se decide utilizar, em relação a si mesmo e aos outros, bem como para interpretar eventos externos – dos mais prosaicos, do cotidiano, aos mais ciclópicos, no macrocosmo da Criação Sideral.
Decida ser feliz, amigo(a) – hoje, não amanhã; agora, não depois.
Faça planos para o futuro, mas não se esqueça do essencial: focar sua atenção no presente.
Por fim, que nessa ótica voltada para o aqui e agora, sem esquecer-se do alhures e do porvindouro, fazendo do propínquo um alicerce seguro ao longínquo, haja sempre a fundamental sintonia de valores e princípios alinhados com o espírito de bondade e solidariedade, seguindo-se, paralelamente, o diapasão da própria consciência e os crivos da vocação pessoal, que indicarão, sem erros viscerais, a rota de ideal humanitário, profissional, familiar e espiritual que se deve palmilhar para usufruto da ventura já de agora, mas com escalas progressivas para o Amanhã infinito que todos temos à frente, ainda que imprevisíveis vicissitudes (como é natural aconteçam) surpreendam-nos aqui ou ali, no carreiro existencial e evolutivo, pois que estaremos lastreados, com firmeza (e os pilares de nossas vidas igualmente), na sólida rocha da faixa de consciência da sabedoria – a “Verdade” a que o Cristo aludiu, quando asseverou-nos que Ela, uma vez encontrada, libertar-nos-ia… para sempre, da canga bruta das aflições, de modo que, a partir de então, enxergássemos apenas desafios e estímulos a avançar, crescer, aprender e nos tornar mais felizes.”
(Benjamin de Aguiar, pelo Espírito Eugênia.Texto recebido em 3 de maio de 2011.)
Grande Beijo
Bell-Taróloga