Você detecta alguém, no seu caminho, que não veste mais o corpo físico, e que procura lhe prejudicar.
O que fazer?
Qual a melhor conduta?

Fiz algumas anotações sobre o assunto na esperança de que lhe sejam úteis.
Você aprende, com os ensinamentos de O Evangelho Segundo o Espiritismo, que a dívida caminha com o devedor.
Não há presença incômoda sem motivo justo, nem aproximação destituída de finalidade.
O adversário foi atraído pela lei de ação e reação, sendo assim, a presença dele se justifica pela necessidade de reajuste.
O ensinamento de Jesus fala em reconciliação, perdão das ofensas, mas você não conseguiu entender-se com ele, enquanto estava no mundo à mesma época.
A situação complicou-se, portanto, devido à sua incúria.
O que fazer, então, diante da atitude hostil?
Como aplicar o ensinamento do Cristo nos dias de hoje, com a situação agravada?
Da noite para o dia, não se consegue lidar satisfatoriamente com os erros cometidos, mas o que vem em primeiro lugar é a necessidade de cultivar a humildade.
Palavras de arrependimento constituem o primeiro passo, mas elas, por si sós, não bastam.
Se você estivesse no lugar do ofendido, não se contentaria com palavras.
O que seria capaz de abalar a estrutura do seu ódio?
Sem dúvida, a ação positiva no campo do bem – instrumento poderoso de transformação e mudança.
Experimente fazer o bem e oferecer ao inimigo como prova de mudança.
Faça-o, não como quem ensina, mas como quem aprende.
A melhor forma de fazer o bem, é trabalhar pelos outros, sem exigir nada em troca.
Faça da leitura sadia e da meditação um compromisso de hora marcada.
O fortalecimento da mente leva mais facilmente à compreensão e ao perdão.
Suporte com paciência e resignação as provas da existência.
Os testes diários constituem oportunidades de crescimento, que incluem experiências com o próprio adversário.
Faça a caridade como rotina.
O serviço de amor ao próximo opera maravilhas.
Com ele, o obsidiado cresce moralmente, aos olhos do obsessor, obrigando-o a reconhecer que não tem ascendência total sobre ele.
Não se desespere com as armadilhas em que se vê envolvido.
Tenha certeza de que a calma e a resignação abrirão novos caminhos de libertação.
Não creia que você está abandonado do Amor Divino, entregue a uma existência de segregação, apartado da proteção superior.
Por amor, Deus aproxima seus filhos para que o perdão mútuo se concretize.
Dessa forma, serão mais felizes na rota evolutiva.
Você tem aí alguns pontos a considerar no caso dos inimigos desencarnados.
Não se esqueça, porém, de que tudo depende de você.
Nessa questão de inimizade, é preciso que o coração sobrepuje o cérebro, porque só o amor redime e reconforta.
Aproveite, pois, a oportunidade que o Pai lhe oferece, acerte suas contas, e seja feliz.
Hilário Silva
(Mensagem psicografada pela médium Marlene R. S. Nobre, em reunião do Grupo Espírita Cairbar Schutel, em 24 de abril de 2007).
Grande beijo no coração
Bell-Taróloga