Um dia, um médico materialista resolveu questionar um de seus pacientes que ele sabia ser seguidor da doutrina espírita.

Enquanto examinava o rapaz o médico foi logo perguntando:
– “Você tenta ajudar os espíritos com a sua doutrina?”

  • “Sim!” Respondeu.
  • “Você já viu um espírito?”
  • “Não!” Disse o paciente.
  • “Você já ouviu um espírito falando?”
  • “Não!” Falou o espírita.
  • “Você já sentiu algum espírito?”
  • “Não!”
  • “Pois bem”, completou triunfante o médico, “temos aí três argumentos contra, e um a favor da existência do espírito ou da alma.
    Logo se conclui que, segundo a lógica, não existe nem um, nem outra.”

O paciente então perguntou ao médico:

  • “Você, como médico, já viu uma dor?”
  • “Claro que não!” Respondeu rápido.
  • “Você já provou uma dor?”
  • “Não!”
  • “Você já cheirou uma dor?”
  • “Não!”
  • “Você já sentiu uma dor?”
  • “Sim!” Disse, finalmente o médico.
  • “Pois bem,” concluiu o paciente, “temos aí três argumentos contra e um a favor da existência da dor.
    Apesar disso, você sabe que existe a dor, e eu sei que existem espíritos!”

Somos feitos de sombra e luz.
Somos seres materiais, sujeitos a todas as mudanças da matéria.
E somos espíritos, com riquezas latentes e esperanças radiosas.

Cada alma humana é uma projeção do grande foco eterno.
Temos em nós os instintos dos animais mais ou menos comprimidos pelo trabalho longo e pelas provas das existências passadas.

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Temos também em nós a crisálida do anjo, do ser radioso e puro, que podemos vir a ser pelas aspirações do coração e pelo sacrifício constante do eu.
Somos seres que tocamos as profundezas sombrias do abismo, com os pés e com a fronte, as alturas fulgurantes do céu.

Quanto mais se eleva o espírito e se purifica, tanto mais se torna acessível às vozes do alto.
Tudo o que vem da matéria é instável.
Tudo passa.

Tudo foge.
Os montes a pouco e pouco vão sendo abatidos pela ação dos elementos.
As maiores cidades se convertem em ruínas.

Os astros se acendem, resplandecem.
Depois apagam-se e morrem.
Só a alma é imperecível, imortal.

Acima das civilizações extintas, sobrevivem as almas.
Através dos tempos, a alma caminha, adquirindo conhecimento.
Vê sempre se abrirem novos campos de estudos e descobertas.

Paulatinamente, vai descobrindo que por toda parte reina a ordem, a sabedoria, a providência e seu entusiasmo e sua confiança aumentam cada vez mais.
Seu destino é a perfeição.

À medida que vai adquirindo virtudes, ela saboreia de maneira mais intensa as felicidades da vida espiritual.
Deus conhece todas as almas, que formou com o seu pensamento e o seu amor.

Ele as deixa percorrer vagarosamente as vias sinuosas, subir os desfiladeiros sombrios das existências terrestres, acumular pouco a pouco em si os tesouros de paciência, de virtude e de saber, que se adquirem na escola do sofrimento.

Mais tarde, amadurecidas pelos raios do sol divino, saem da sombra dos tempos e suas faculdades desabrocham em feixes deslumbrantes.
Daí em diante são luz que irradia e se revela em obras que refletindo o próprio criador.

(Equipe de Redação do Momento Espírita, a partir de mensagem de autor desconhecido, e do cap. IX do livro O problema do ser, do destino e da dor, de Léon Denis)

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Grande beijo no coração
Bell-Taróloga