jefferson-allan362

A maioria de nós é bastante indiferente ao extraordinário universo à nossa volta; nós nunca assistimos ao ondular da folha ao vento; não olhamos a folha de grama, não a tocamos com a mão e apreciamos sua qualidade de ser.
Isso não é apenas ser poético, dessa maneira, não encoraje em si um escutar especulativo e emocional ao que digo.
Digo ser essencial o sentimento profundo pela vida e não permanecer preso entre ramificações intelectuais, discussões, buscar aprovações em exames, citar e deixar alguma coisa de lado dizendo que aquilo já foi dito.
O intelecto não é o caminho.
O intelecto não resolverá nossos problemas; o intelecto não nos concederá a nutrição inexaurível.
O intelecto pode raciocinar, discutir, analisar, chegar a uma conclusão por inferências e assim por diante, mas o intelecto é limitado, uma vez que é resultado de nosso condicionamento.
Mas a sensibilidade não é limitada.
A sensibilidade não se submete a condicionamentos; ela retira você, de maneira direta, do espaço de medos e angústias.
Nós gastamos os dias e anos cultivando o intelecto, argumentando, discutindo, brigando, lutando para ser alguma coisa e assim por diante.
E contudo, este extraordinário e belo mundo, esta terra tão rica – não a terra de Bombaim, a terra Punjab, a terra russa ou a terra americana – esta terra inteira é nossa, sua e minha, e isso não é bobagem sentimental; isso é um fato.
Mas infelizmente nós a dividimos por nossa insignificância, nosso provincianismo.
E sabemos por que o fizemos, para nossa segurança, por melhores e mais empregos.
Esse é o jogo político que está sendo jogado mundo afora, e assim esquecemos de sermos seres humanos, de vivermos felizmente nesta terra que é nossa, de fazermos alguma coisa por ela.

(Krishnamurti)

Grande beijo no coração
Bell-Taróloga