Atualmente, com tantas calamidades sociais e com tantos problemas pessoais é muito comum escutarmos de amigos, parentes ou de nós mesmos a frase: “por que sofro tanto?”.
Primeiramente seria bom estabelecer algumas diretrizes para esta discussão.

O verbo sofrer indica sentir (dor física ou moral); padecer, ter sintomas.
Então podemos estabelecer que o sofrimento é um sentimento inerente da natureza da vida.
Qualquer ser vivo pode experimentar o sofrimento, seja ele físico ou seja ele psicológico.

Vemos exemplos na vida: uma mãe que chora pela perda do seu filho passa por sofrimento semelhante à mãe elefante que chora pela perda de seu filhote.
Se o sofrimento é natural para que ele existe?
Uma ótima pergunta.

Se Deus em sua infinita bondade e sabedoria é perfeito em todas as coisas por que ele admite o sofrimento na vida de sua criação?
Seria de alguma forma uma espécie de maldade ou castigo?
A resposta é simple e objetiva: O sofrimento se origina em nós mesmos e é algo que cultivamos.

Explicaremos melhor com alguns exemplos: Pessoas que sofrem por amor, sofrem, além de por terem sido enganadas e a outra pessoa ter parcela de culpa, mas também por terem colocando expectativas suas e ao se deparar com o insucesso de seus anseios a pessoa acaba se tornando vítima das suas expectativas frustradas.

O sofrimento de quem perde um ente querido é justificável?
Sem dúvidas! que pessoa não se sentiria mal, triste e abatida por ter perdido um ente querido?
Estamos num nível evolutivo que ainda somos muito apegados à presença e a constante necessidade de se ter por perto quem amamos.

Aos olhos de Deus o sofrimento de uma mãe que perde o filho é completamente compreensível desde que esta não deixe de viver e não sufoque suas emoções com esta dor.
Parece difícil né?
Aposto que você mãe que perdeu um filho ou qualquer pessoa que perdeu alguém caro nesta encarnação está lendo isso e achando impossível.

Pois bem tente pensar que nada é eterno a não ser a vida e o amor de Deus.
Portanto se você perdeu alguém nesta vida, não é um adeus e sim um até logo.
Quando nós sabemos lidar com a morte ou a perda de alguém nós aprendemos o desapego que tanto Kardec exalta através das respostas dos espíritos no livro dos espíritos.

O que falar dos sofrimentos que geram depressão ou tristezas diárias?
Bem, chegamos ao auge da discussão quando falamos em depressão e anseios diários da vida humana.
Como disse anteriormente o sofrimento é basicamente oriundo das expectativas frustradas dos seres humanos.

Se quando lidarmos com um não da vida ficarmos tristes e apenas olhando pelo lado negativo da situação estaremos plantando no fértil solo das ideias obscuras que nos levam às sombras e às fronteiras da depressão.
É um caminho perigoso a se seguir o da negatividade pois uma pessoa negativa tende a se tornar cega para as bençãos que tem e apenas enxerga o que de ruim acontece.

Muitas das vezes é aquela pessoa que torna o ambiente mais pesado e triste pois irradia a sua infelicidade.
Como lutar contra esse sentimento?
Não existe uma forma exata de se lutar contra os sofrimentos a fim de se evitar a depressão, apenas a busca implacável pela felicidade de outrora.

Seja fazendo novos hobbies, conhecendo novos amigos ou SE conhecendo mais intimamente.
Importante será que você acima de tudo se valorize e busque ver coisas boas da sua vida.
Pese numa balança: de um lado o que você tem de bom que muitas pessoas no mundo não tem, do outro o que você acha que falta e perceberá que perto por exemplo das crianças órfãos africanas você tem uma vida cheia de bençãos e alegrias que pra elas seriam o paraíso.

Perto dos sem teto você tem uma cama confortável com a comida que gostaria e o cobertor que te alivia do frio ou o ar-condicionado que te ameniza o calor. Perto dos doentes em estado final você tem a vida e a benção de poder gozar de uma saúde que lhe permite fazer muitas coisas que muitos gostariam…
Pense nisso!
Muita paz!

(Espiritismo da Alma – Conteúdo Espírita Cristão com base na doutrina codificada por Kardec)

Grande beijo no coração
Bell-Taróloga