
Quanto mais uma pessoa faz de tudo para ser forte ou parecer forte diante dos outros…mais esse empenho faz ela ficar fraca.
Aqueles que desejam ser felizes precisam entender essa verdade.
Ninguém deve ficar tentando ser forte o tempo todo.
Muitas vezes nossa força está justamente na admissão de nossa fraqueza, na consciência de nossa fragilidade, no reconhecimento dos nossos limites.
A sociedade atual nos exige cada vez mais que sejamos fortes, primorosos, aplicados, infalíveis e obstinados na luta da vida.
“Você precisa ser forte pelo seu filho”;
“Você precisa ser forte para manter seu casamento”;
“Você precisa ser forte para continuar ganhando dinheiro”;
“Você precisa ser forte para poder vencer na vida”, etc, etc.
Quantas vezes já não ouvimos isso?
Mas a pergunta é: precisamos mesmo ser fortes o tempo todo?
Será que todas essas exigências impostas e autoimpostas não minam nosso psicológico e drenam justamente nosso vigor, nosso ânimo e nossa eficácia na vida?
Será que nossa força não vem justamente da consciência de nossa fraqueza?
De que adianta ficar tentando ser forte quando na verdade estamos completamente enfraquecidos?
Será que essa luta pela potência total não nos enfraquece ainda mais?
Será que o esforço imenso que fazemos em ser sempre estáveis e sólidos não nos tira justamente a energia que precisamos para poder seguir em frente?
Claro que ninguém deve desistir e viver prostrado pela ideia do enfraquecimento mental.
No entanto, fazer força o tempo todo para não demonstrar fraqueza é uma atitude que nos desgasta, nos esgota, nos torna ainda mais vulneráveis aos problemas que enfrentamos.
Qual o grande mal de demonstrar nossa fraqueza para os outros?
Será que os outros precisam acreditar que somos fortes para que nós também possamos acreditar nisso?
Para que ficar demonstrando uma imagem de firmeza plena quando dentro de nós estamos completamente destruídos e desgastados?
Já vi muitos casos de pessoas que não gostam de chorar.
Quando se pergunta para essas pessoas o motivo delas não gostarem de chorar, na maioria das vezes elas admitem que, em sua crença, o choro é inevitavelmente um sinal de fraqueza.
Elas evitam o choro para que assim não deem nenhuma demonstração de debilidade e desânimo diante de si mesmas e dos outros.
Mas será que o choro nos enfraquece mesmo?
Ou será que é justamente essa prisão das emoções dentro de nós, esse represamento sentimental que cria uma bomba interna prestes a explodir?
Muito pelo contrário…o pranto ajuda a descarregar as emoções.
Quantas vezes após um longo pranto nos sentimos aliviados e suavizados em nossas emoções, como se um peso tivesse saído de dentro de nós?
O choro é uma descarga… e essa descarga nos ajuda a tirar uma enorme peso emocional que podemos estar carregando. Esse fardo, sendo aliviado, nos ajuda a seguir em frente com mais tranquilidade.
É como um descanso na sombra com água fresca após uma estafante maratona.
A pessoa que quer se fazer de forte o tempo todo e não dá alívio para suas emoções é como aquele homem que fica carregando um peso imenso nas costas…sendo que esse peso não é necessário dentro da estrada que ele precisa percorrer.
Mas se ele soltar esse peso ele poderá transmitir a impressão de que é fraco…e não aguenta carregar tudo.
A verdade é que a força que fazemos para ser ou parecer fortes nos enfraquece mais e mais; a imagem que projetamos para não mostrar nossa vulnerabilidade nos deixa ainda mais vulneráveis; a luta que ingressamos para não deixar visíveis as nossas feridas interiores pode nos ferir ainda mais.
É mesmo tão importante assim mostrar essa fortaleza toda para os outros e para nós mesmos?
Sim…ser “forte” o tempo todo acaba nos deixa muito muito cansados, desgastados, fragilizados, desanimados e infelizes.
A ânsia por demonstrar força para resolver um problema nos torna ainda menos aptos a soluciona-lo.
Pode acontecer também de alguém tentar demonstrar força justamente porque sente uma considerável fraqueza dentro de si mesma.
A demonstração de força seria uma forma de ocultar o definhamento de sua vitalidade.
Assim, ela pensa que precisa demonstrar algo justamente porque sente que não possui esse algo.
Tão importante quando seguir em frente numa longa estrada é também parar um pouco para descansar e recobrar nossas energias.
É certo que o repouso é fundamental, tanto quanto o movimento que fazemos para continuar nossa jornada.
O descanso emocional é, para muitas pessoas, a libertação definitiva dessa crença de excelência, de eficiência total, de poder total, de habilidade total e da necessidade de luta constante por algo.
Aquele que vive tenso e preocupado em ser forte não descansa, não relaxa e está permanentemente se cobrando ser mais e mais forte.
A verdade é que a própria cobrança em ser forte cria uma luta perene…
E nessa eterna luta interna o perdedor não é outro senão nós mesmos.
Vamos refletir sobre isso…
(Autor: Hugo Lapa)
Grande beijo no coração
Bell-Taróloga