Jefferson Allan46

Se o homicida conhecesse, de antemão, o tributo de dor que a vida lhe cobrará, no reajuste do próprio destino, preferiria não ter braços para desferir qualquer golpe.
Se o caluniador pudesse desintegrar a crosta de sombra que lhe enlouquece a visão, observando o sofrimento que o espera no acerto de contas com a verdade, paralisaria as cordas vocais ou imobilizaria a pena, a fim de não confiar-se à acusação descabida.
Se o desertor do bem conseguisse enxergar as perigosas ciladas com que as trevas lhe furtarão o contentamento de viver, deter-se-ia feliz, sob as algemas santificantes dos mais pesados deveres.
Se o ingrato percebesse o fel de amargura que lhe invadirá, mais tarde, o coração, não perpetraria o direito da indiferença.
Se o egoísta contemplasse a solidão infernal que o aguarda, nunca se apartaria da prática infatigável da fraternidade e da cooperação.
Se o glutão enxergasse os desequilíbrios para os quais encaminha o próprio corpo, apressando a marcha para a morte, renderia culto invariável à frugalidade e a harmonia.
Se soubéssemos quão terrível é o resultado do nosso desrespeito às Leis Divinas, jamais nos afastaríamos do caminho reto…
Perdoa, pois a quem te fere ou calunia…
Em verdade, quantos se rendem às sugestões perturbadoras do mal não sabem o que fazem.

(Francisco Cândido Xavier/Emmanuel)

Grande beijo no coração
Bell-Taróloga